As imagens registradas por câmeras corporais utilizadas por policiais militares contribuíram para o avanço das investigações sobre a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como “Léo Lanches”. O caso ocorreu durante uma ação policial no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
De acordo com a Polícia Civil, o material gravado pelos equipamentos foi decisivo para a identificação da arma utilizada no disparo que atingiu a vítima. As imagens, somadas aos depoimentos de testemunhas e aos laudos periciais, fortaleceram as provas reunidas durante a investigação.
Uma policial militar apontada como suspeita de efetuar o disparo teve o mandado de prisão cumprido em Salvador. Após os procedimentos legais, ela foi encaminhada para uma unidade prisional militar e permanece à disposição da Justiça.
Tecnologia fortalece investigações
O caso voltou a colocar em evidência o uso de câmeras corporais como ferramenta de apoio às investigações e de promoção da transparência nas ações das forças de segurança. Os equipamentos permitem o registro das ocorrências em tempo real, contribuindo para a apuração dos fatos e oferecendo maior segurança jurídica tanto para a população quanto para os policiais.
Na Bahia, o sistema de câmeras corporais começou a ser implantado pela Polícia Militar em 2024. O governador Jerônimo Rodrigues tem defendido a ampliação do programa, destacando que a tecnologia representa um avanço na modernização da segurança pública e no fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições.

Segundo o governo estadual, as gravações ficam armazenadas em ambiente seguro e podem ser utilizadas pelas autoridades competentes durante investigações e processos judiciais, sempre respeitando os protocolos legais.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade às diligências para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

